Era o ano de 1865 quando chegavam ao Brasil os primeiros membros da famiglia Durigan, movidos pela esperança de uma vida nova. Mas foi em 1873 que nossa verdadeira história começou, com Romano Durigan, um italiano apaixonado pelo cultivo das uvas e pela arte de fazer vinho.

Vindos de Giavera del Montello, na região do Vêneto, província de Treviso, Romano e sua família desembarcaram no Porto de Paranaguá trazendo na bagagem muito mais do que sonhos. Trouxeram sua essência. Trouxeram tradição. Trouxeram sementes e mudas de videiras — símbolo do amor pela viticultura que jamais desejavam abandonar.

Ao se estabelecerem na então nova colônia de imigrantes italianos no Paraná — hoje o tradicional bairro Santa Felicidade — tornaram-se uma das primeiras famílias a fincar raízes naquela terra fértil. Entre 1865 e 1887, a colônia recebia seus fundadores, e foi ali que a família Durigan construiu seu lar, permanecendo por cinco gerações até os dias atuais.

 
 

Foram anos de trabalho árduo, de suor e perseverança. A agricultura tornou-se base de sustento, e a uva jamais deixou de ocupar lugar especial na vida da família. O vinho, produzido a partir das sementes e mudas trazidas da Itália, mantinha-se presente à mesa.

Inicialmente, um dos filhos de Romano, Isidoro Durigan, ao lado de seus filhos Bortolo, Ernesto e João Durigan, dedicou-se também à comercialização do vinho. No entanto, a família optou por concentrar seus esforços na agricultura e na pecuária, mantendo o vinho como tradição familiar — utilizado como meio de troca e, sobretudo, como celebração entre familiares e amigos — preservando assim a herança cultural e fortalecendo os laços entre gerações.

Anos depois, Bortolo Romani Durigan e sua esposa, Rozalina Colodel Durigan, perceberam algo especial no olhar de seu filho Olivio Durigan. Não era apenas amor pela uva — era paixão pela vitivinicultura como arte e propósito.

 
 

Do cuidado com o parreiral à elaboração final do vinho, sua dedicação e espírito inovador tornavam evidente que aquela tradição poderia novamente ganhar protagonismo.

Foi então que decidiram transformar tradição em legado. Bortolo Romani colheu as uvas de seus parreirais para que Rozalina e Olivio dessem continuidade à história, agora com nome e identidade própria: Vinhos Durigan.

O que antes era partilhado apenas entre família e amigos tornou-se expressão de uma herança viva, carregada de história, afeto e respeito à terra. Tornou-se oficialmente a Vinícola Durigan.

E, em honra a esse amor pelo vinho e à força das gerações que nos antecederam, desde 2023 ampliamos nossa famiglia com novos rótulos que celebram nossas origens e nossos pilares: Don Romani e Nonna Rozalina — homenagens eternas àqueles que transformaram sonho em tradição.

 

Três linhas. Três nomes. Uma só história.

Hoje, cada garrafa carrega mais do que vinho. Carrega cinco gerações de trabalho, dedicação e paixão pela vitivinicultura.